Entre as cores quentes da Bahia e o som suave das ondas, Fernanda encontra seu ponto de paz. Sua casa é abrigo e espelho do que vive; cada viagem, um convite para colecionar histórias, objetos e sabores que se transformam em afeto. Com ela, aprendemos que estilo também é saber desacelerar — vestir-se de conforto, de liberdade e de paisagens que ficam na memória.
Nossa nova edição do Who’s That Girl? é sobre isso: o Brasil que inspira, o lar que acolhe, e o descanso que nos lembra de respirar fundo. Fernanda Berendt é designer de interiores e apresentadora do Casa + no YouTube.
P: O Casa + Bonita já te levou para algum lugar só com a imaginação? Seu olhar como designer influencia suas escolhas de destino?
Fernanda: Sempre escolho o destino pela decoração — que a minha família não me escute. Mas não é só isso: eu vejo as datas para garantir que eu esteja lá no final de semana, porque é quando normalmente acontecem as feirinhas, os mercados de pulgas, o artesanato local. Já deixei de ir para um lugar que a minha família queria porque descobri que a feira principal, o mercado de artesanato, estaria fechado.
P: Um destino, um sabor, um cheiro, um brinde com alguém, uma música e um livro que te marcaram!
Fernanda: Um sabor que me marcou muito são as cozzi gratinate que meu sogro faz na Itália para mim — mariscos gratinados com farelinho de pão, queijo pecorino, um pouquinho de alho… ele coloca no forno sempre quando eu chego e me serve com um copinho de vinho branco da casa, que eu adoro.
P: O que nunca falta na sua mala de viagem?
Fernanda: Eu gosto muito de vestidos únicos, e também dos vestidos-macacão, tanto no frio quanto no verão. Às vezes o mesmo vestido funciona: coloco uma meia-calça, uma blusa por baixo e uso em várias estações. Como viajo muito no calor, esses vestidinhos leves são fundamentais — são arrumados e ao mesmo tempo confortáveis.
P: Qual viagem mais te marcou — e por quê? Foi a arquitetura, as cores, a luz do lugar…?
Fernanda: Um destino que me marcou muito foi uma viagem para a Amazônia com a minha família. Pegamos aqueles aviõezinhos anfíbios, fomos para um hotel no meio do nada, fizemos vivências na selva, convivemos com os índios, com povoados longínquos e sem comunicação com o nosso mundo atual. O silêncio absoluto, nadar com os botos…
Acho que o Brasil sempre vai ser meu destino preferido.
