Com raízes italianas e um olhar apurado, Isabella transita entre moda, design e a arte de decorar. À frente da Casa Operandi, ela garimpa desde tecidos e histórias pelo mundo, dos suzanis e kanthas às tramas ikat do Uzbequistão, transformando cada descoberta em uma sinfonia de culturas, cores e formas.
Com uma personalidade marcante e um olhar que enxerga beleza nos detalhes, Isabella Giobbi transforma o cotidiano em algo extraordinário.
P: Como você traduz sua personalidade para o ambiente ou peça que está criando?
Isabella: Eu acho que sou uma pessoa muito corajosa. Eu não sou nada insegura, no sentido que "não vou fazer assim porque não está usando", "não vou arriscar isso porque é diferente". Eu gosto do diferente, do inusitado, do novo. Gosto de trabalhar um olhar num ângulo que nunca foi notado, que sempre esteve ali adormecido. Então, eu gosto de cavucar essas referências, essas “indecências”, às vezes, de coisas que ninguém dá a mínima e que, para mim, têm todo o sentido do mundo.
P: Moda e decoração se encontram na sua vida de que forma? Você enxerga esses universos como complementares?
Isabella: Eu acho que vestir é um tudo. É vestir a casa, é vestir a pessoa, é vestir a mesa. Vestir é um ato.
P: Falando do seu look de hoje: o que guiou sua escolha? A estampa, o tecido, a modelagem? O que mais te atrai na hora de compor uma roupa?
Isabella: Quando eu olhei essa estampa, ela me trouxe uma referência de um macaquinho que eu tinha do Yves Saint Laurent dos anos 70, que eu amava. E essa coisa do étnico, dessa zebra com tons de marrom, tem uma referência muito forte para mim. Eu falei: é isso que eu quero. Quero usar, abusar, isso vai ser meu uniforme do verão.
Esse algodão leve, delicioso… E aí misturei com as peças que fazem parte da minha personalidade: o blazer — que eu sempre uso, tenho loucura por blazers bem cortados e os broches, porque eu amo broches.
P: De onde vem a sua inspiração principal?
Isabella: Sou muito apaixonada por todo e qualquer trabalho manual. Acho que isso é um mérito do ser humano e que não pode se perder. O escultor, o ceramista, o bordador, o desenhista… tudo isso para mim é a coisa mais preciosa que existe.
